Aplicação:
Ferramentas soldadas para torno em metal duro: torneamento externo, interno, rosqueamento e canal. Normas DIN/ISO e SMS. Bitolas 10x10 mm a 32x32 mm. Entrega para todo o Brasil. Peça seu orçamento: (11) 3978-5515.
Ref: FCC-01
Ferramenta Soldada Curva para Desbaste em Tornos Copiadores
Preço: Sob Consulta
Ref: SMS-113
Ferramenta Soldada Reta para Acabamento em Tornos e Plainas - Neutra
Preço: Sob Consulta
Ref: SMS-115
Ferramenta Soldada Curva para Acabamento em Tornos e Plainas
Preço: Sob Consulta
Ref: SMS-122
Ferramenta Soldada Reta para Acabamento e Torneamento Externo - Neutra
Preço: Sob Consulta
A ferramenta soldada para torno possui pastilha de metal duro brasada diretamente no corpo de aço do suporte. É indicada para torneamento de médio a alto volume onde a geometria pode ser reafiada várias vezes. Oferece custo inicial menor que sistemas com insertos intercambiáveis.
A ferramenta soldada tem a pastilha fixada permanentemente e pode ser reafiada quando desgastada. A ferramenta com inserto permite troca rápida da pastilha sem reafiação, com maior produtividade e geometria constante. Para produção em série com foco em tempo de troca, os insertos intercambiáveis são superiores.
Afie com rebolo de diamante ou CBN de grão fino (120 a 220). Mantenha os ângulos originais usando suporte angular adequado. Resfrie com água durante a afiação para evitar microfissuras por choque térmico. Após afiação, lapide a aresta com pedra de diamante para reduzir rugosidade e aumentar vida útil.
As principais geometrias são: ferramenta de tornear externa (direita e esquerda), de facear, de perfilar, de sangrar e serrar, de roscar (60° e 55°) e de mandrilar (furos internos). Cada geometria tem código ISO padronizado que facilita a seleção correta.
Uma ferramenta soldada de qualidade pode ser reafiada de 8 a 15 vezes antes de descartar. Cada reafiação remove 0,1 a 0,3 mm da pastilha, reduzindo gradualmente o tamanho útil. O descarte é indicado quando a pastilha estiver muito pequena para manter a geometria correta de corte.
A ferramenta soldada para torno e uma haste em aco com uma pastilha de metal duro (carboneto de tungstenio) fixada por brasagem - processo de soldagem a alta temperatura com liga de prata ou cobre. No torno, a haste e fixada no castelo de ferramentas enquanto a peca gira; a pastilha brasada entra em contato com o material e remove cavaco por acao de corte. A geometria da pastilha (angulo de saida, angulo de folga e raio de ponta) determina o tipo de operacao: torneamento externo, interno, rosqueamento ou sangria. A principal vantagem e a rigidez da uniao brasada, que elimina vibracao e garante acabamento dimensional preciso.
A ferramenta soldada (tambem chamada ferramenta brazada) tem a pastilha de metal duro fixada permanentemente ao cabo por brasagem. Ja a ferramenta com inserto intercambivel usa pastilhas removiveis presas por parafuso ou grampo. A soldada tem menor custo inicial, maior rigidez e permite reafiacao; a desvantagem e o tempo de parada para reafiar. O inserto intercambivel oferece troca rapida de aresta (sem reafiar), ideal para producao em serie em CNC. Para tornos convencionais, pequenas series e pecas de grande porte, a ferramenta soldada e geralmente mais economica e pratica.
Sim, a reafiacao e uma das grandes vantagens da ferramenta soldada para torno. O processo correto usa rebolo de CBN (nitreto cubico de boro) ou rebolo de diamante vitrificado, nunca rebolo de oxido de aluminio comum, que nao afia metal duro com qualidade. Os angulos a respeitar sao: angulo de saida (rake angle), angulo de folga principal e raio de ponta. Reafile primeiro a face de saida, depois a face de folga. Use refrigeracao abundante para evitar choque termico na brasagem, que pode soltar a pastilha. Uma ferramenta soldada bem reafiada recupera 100% do desempenho de corte original e pode ser reafiada multiplas vezes ate o fim da vida util da pastilha.
As ferramentas soldadas da Fermec seguem as normas internacionais DIN (Deutsche Industrie Norm) e ISO (International Organization for Standardization). Para torneamento externo: ISO 1 a ISO 6 (equivalentes DIN 4971 a DIN 4976). Para torneamento interno: ISO 7 a ISO 9 (DIN 4977 a DIN 4979). Para rosqueamento: serie SMS 112, 114 e 118. Para corte e canal: series SMS 141, 162 e 164. Essas normas definem o angulo de posicao da aresta de corte, geometria do cabo, dimensoes e tolerancias, garantindo compatibilidade total com portaferramentas de qualquer fabricante no mercado brasileiro e internacional.
O grau de metal duro e escolhido conforme o material da peca a ser usinada, seguindo a classificacao ISO 513: Grau P (P10 a P40) para acos-carbono, acos-liga e aco inoxidavel ferritico - cor amarela na embalagem; Grau M (M10 a M30) para acos inoxidaveis austeniticos, ferros fundidos de grafita esferoidal e materiais de dificil usinagem - cor vermelha; Grau K (K10 a K30) para ferros fundidos cinzentos, aluminios e metais nao ferrosos - cor azul. Numeros menores indicam maior dureza e menor tenacidade (ideal para acabamento); numeros maiores indicam maior tenacidade (ideal para desbaste com interrupcao de corte).
A ferramenta soldada para torno com pastilha de metal duro usina uma ampla gama de materiais: acos-carbono (SAE 1020 a 1045), acos-liga (4140, 4340, 8620), acos inoxidaveis austeniticos (304, 316) e ferriticos (430), ferros fundidos cinzentos e nodulares, aluminio e suas ligas, bronze, latan, titanio (com grau M10-M15) e superligas a base de niquel como Inconel (com grau M10 e baixa velocidade). Materiais muito abrasivos como silicio-aluminio ou compositos com fibra de carbono exigem pastilhas de diamante policristalino (PCD) e nao sao indicados para ferramentas soldadas convencionais de metal duro.
Existem sinais claros de desgaste em ferramentas soldadas para torno: aumento da forca de corte (a maquina forca mais), piora do acabamento superficial (Ra aumenta), aparecimento de rebarbas na peca, formacao de flanco brilhante (desgaste de flanco VB acima de 0,3 mm visivel a olho nu), geracao de calor excessivo com fumarola e coloracao azulada da peca ou cavaco. Outro indicador e o ruido de corte irregular ou vibracao. Inspecione a aresta com lupa de 10x e compare o raio de ponta com o perfil original. Ao identificar qualquer um desses sinais, reafie imediatamente para evitar dano a peca e ao equipamento.
A ferramenta soldada para torneamento externo (series ISO 1 a ISO 6) tem haste curta e robusta, projetada para apoiar contra o diametro externo da peca; trabalha com folga suficiente para evacuacao de cavacos. Ja a ferramenta soldada para torneamento interno (series ISO 7 a ISO 9), tambem chamada barra de mandrilar soldada, tem haste longa e esbelta para penetrar dentro do furo da peca e usinar seu diametro interno. A barra de mandrilar e mais suscetivel a vibracao por causa do balanco (L/D); por isso requer menor avanco, menor profundidade de corte e maior atencao ao diametro da barra versus o diametro do furo.
A ferramenta soldada com pastilha de metal duro supera o aco rapido (HSS) em todos os parametros de desempenho: velocidade de corte 3 a 5 vezes maior (permite maior producitividade), resistencia ao calor ate 800 graus C (HSS suporta ate 600 graus C), vida util por aresta significativamente maior, menor desgaste por abrasao e melhor acabamento superficial. O metal duro e indicado para materiais endurecidos (ate 55 HRC) onde o HSS nao e aplicavel. A desvantagem e o custo unitario mais alto e a menor tenacidade (mais fragil sob impactos). Para cortes interrompidos pesados use grau de metal duro mais tenaz (P40 ou K30); para HSS apenas em operacoes muito especificas de geometria complexa.